Ir para o conteúdo
FortiSafe VPN

Privacidade em viagem: como proteger o celular e os seus dados

Equipe FortiSafe ·

Em viagem, os seus dados ficam expostos de duas formas: pela rede que você usa e pelo próprio aparelho, que pode ser perdido, roubado ou revistado. Este guia trata do aparelho. Antes de sair, ligue a proteção contra roubo, confira o localizador e guarde os códigos de backup da verificação em duas etapas. A VPN protege a conexão, mas não ajuda em roubo nem em revista na fronteira.

Antes de viajar

  • Deixe a tela bloqueada com código, PIN ou senha. A proteção contra roubo do iPhone e do Android depende disso.
  • iPhone: ative a Proteção de Dispositivo Roubado em Ajustes, Face ID e Código. Ela existe no iOS 17.3 ou mais recente e precisa estar ligada antes do roubo. Longe de lugares conhecidos, pede Face ID ou Touch ID sem alternativa por código, e ações como trocar a senha da Conta Apple exigem esperar uma hora.
  • Android: abra Configurações, Google, Todos os serviços, Proteção contra roubo. Há bloqueio quando alguém toma o aparelho e foge, bloqueio quando ele fica off-line e bloqueio depois de tentativas erradas de desbloqueio. Alguns recursos dependem da versão do Android e do modelo.
  • Confira se o localizador está ligado. No Android, o Localizador é ativado quando você adiciona uma Conta do Google; para bloquear ou apagar a distância, o aparelho precisa estar ligado e conectado.
  • Guarde os códigos de backup da verificação em duas etapas fora do celular. Se ele sumir, eles podem ser o caminho para entrar nas suas contas.
  • Se você tem chip brasileiro, cadastre a linha no Celular Seguro antes de sair. É preciso ter conta gov.br, e a linha deve estar no CPF do titular na operadora.

Na fronteira dos Estados Unidos: o que a CBP publica

  • Todo viajante que entra ou sai dos Estados Unidos está sujeito à inspeção da CBP, a agência de alfândega e proteção de fronteiras, e isso inclui celular, computador e câmera.
  • É raro: no ano fiscal de 2025 dos EUA, a CBP revistou os aparelhos de 55.318 viajantes, entre mais de 419 milhões atendidos nos pontos de entrada, menos de 0,01%. Em 92% dos casos, a revista foi básica.
  • Na revista básica, o agente olha o aparelho à mão, sem ligar equipamento. Na avançada, conecta equipamento para copiar ou analisar o conteúdo; pelas regras da CBP, ela exige suspeita razoável e aprovação de um chefe.
  • Segundo a CBP, o viajante deve apresentar o aparelho em condição de ser examinado. Se ele não puder ser inspecionado por causa de senha ou criptografia, pode ser retido, e a inspeção pode demorar mais.
  • Para estrangeiros, a CBP pode levar isso em conta na decisão de entrada. Quem entra como cidadão americano não tem a entrada negada por esse motivo, mas o aparelho pode ser retido.
  • A senha informada é usada só no exame e apagada depois. Segundo a CBP, ela não pode ser usada para acessar informação guardada apenas na nuvem.
  • Este item resume o que a CBP publica. Não é orientação jurídica.

Se o celular for roubado ou perdido

  • iPhone: marque o aparelho como perdido em iCloud.com.
  • Android: em outro aparelho, abra o app Localizador, ou acesse o Localizador pelo navegador, e escolha o aparelho para localizar, bloquear ou apagar. Se apagar e depois encontrá-lo, será preciso a senha da Conta do Google para usá-lo de novo.
  • Chip brasileiro: emita o alerta no Celular Seguro, pelo aplicativo, pelo gov.br ou em celularseguro.mj.gov.br. O modo recuperação bloqueia a linha e as contas nos bancos e instituições parceiras; o bloqueio total também bloqueia o aparelho pelo IMEI. A escolha não pode ser desfeita pelo aplicativo.
  • Pessoas de confiança cadastradas no Celular Seguro podem emitir o alerta por você.
  • O bloqueio da linha e do IMEI só é feito pelas operadoras listadas no aplicativo. O Ministério da Justiça lembra que o alerta não substitui o boletim de ocorrência.

Onde a VPN ajuda — e onde não ajuda

SituaçãoA VPN ajuda?O que resolve
Wi-Fi de hotel, aeroporto ou café Sim. O que você envia segue cifrado até o servidor, e a rede local não vê para onde você vai. Os detalhes estão no guia de Wi-Fi de hotel e aeroporto.
Celular roubado ou perdido Não. Tela bloqueada, proteção contra roubo, localizador e Celular Seguro.
Revista de aparelho na fronteira Não. A revista é do aparelho, não da conexão. Saber o que a CBP publica, descrito acima.
App do banco ou gov.br fora do Brasil Em parte: resolve o bloqueio por localização do IP. Os detalhes estão nos guias do app do banco e do gov.br no exterior.

E a FortiSafe?

A FortiSafe protege a conexão, não o aparelho: roubo, perda e revista na fronteira ficam fora do que uma VPN faz.

A conexão automática em Wi-Fi aberto e a trava de segurança dos aplicativos FortiSafe estão em desenvolvimento.

Fontes

Páginas consultadas em 14 de setembro de 2026.